7 municípios, 776.606 habitantes (Censo IBGE 2022), mesorregião Nordeste Rio-grandense, Rio Grande do Sul.
Perfil do subsolo
Derrames ácidos com disjunção colunar e horizontal, solo residual argiloso espesso e muito plástico nos topos, colúvio nas vertentes dos vales encaixados (rio das Antas, Caí, Tega); zonas de rocha alterada ("pedra podre") intercaladas entre derrames sãos.
O que costuma comprometer obra aqui
- Solo residual de riodacito com alta plasticidade — expansão e contração sazonal, trincas em fundação rasa e piso
- Camada de rocha alterada entre derrames sãos — o SPT chega ao impenetrável num derrame e a estaca fica apoiada sobre zona mole abaixo
- Corte em disjunção colunar — instabilidade de blocos prismáticos e ruptura em cunha ao longo das juntas
Investigação que responde a isso
SPT até o impenetrável seguido de rotativa em obras de carga elevada, para atravessar o derrame e confirmar o que está abaixo; limites de Atterberg e expansão livre no solo residual; levantamento de descontinuidades em corte de rocha.
Enquadramento geológico regional. Caracterização do terreno específico só sai de investigação no local — não existe laudo por analogia regional.
Onde o laudo costuma errar nesta região
Os três erros abaixo não são genéricos: são os que a geologia daqui produz com mais frequência, e os que mais aparecem em laudo devolvido pelo analista ou em patologia de obra executada.
- Parar a investigação no primeiro derrame são: em Caxias e Bento o problema costuma estar no derrame alterado que fica abaixo dele.
- Projetar radier ou sapata sobre solo residual de riodacito sem ensaio de expansão — é um dos solos mais plásticos do estado.
- Analisar estabilidade de corte em rocha com círculo de ruptura: o controle é estrutural, pelas juntas de disjunção.
Exigências que aparecem nesta região
- Laudo geotécnico exigido pela prefeitura: o que o órgão está pedindo
- FS de talude para licenciamento: qual fator de segurança a norma obriga
- Quantos furos de sondagem SPT a NBR 8036 exige, e até que profundidade
- Estudo geotécnico exigido pelo IMA no licenciamento ambiental
O que se aplica em toda a microrregião, independentemente da lei municipal
- Federal — Lei nº 6.766/1979, art. 3º, p.u., III e IV: parcelamento vedado em declividade ≥ 30% “salvo se atendidas exigências específicas das autoridades competentes”, e em terrenos “onde as condições geológicas não aconselham a edificação”.
- Estadual (RS) — Licenciamento pela FEPAM ou pelo município, conforme o porte e o potencial poluidor (Resolução CONSEMA/RS nº 372/2018), no marco do Código Estadual do Meio Ambiente (Lei nº 15.434/2020). Após as cheias de 2023 e 2024, decretos municipais de Defesa Civil passaram a condicionar reconstrução e ocupação de encosta e várzea a laudo geotécnico.
- Técnica — ABNT NBR 11682:2009 (estabilidade, FS de 1,2 a 1,5), NBR 6484:2020 (SPT), NBR 8036:1983 (programação de sondagens) e NBR 6122:2019 com Emenda 1:2022 (fundações). ART pela Lei nº 6.496/1977.
Municípios atendidos na microrregião
Laudo geotécnico na região de Caxias do Sul
Mande a exigência que você recebeu, o endereço do terreno e o que pretende construir. Devolvemos escopo, prazo e preço — e confirmamos a condicionante na Secretaria de Obras com você.
Falar no WhatsApp +55 47 98867-0043Responsável técnico: Alex Rafael Niepiçuy — CREA 199031-9 SC
