NEV Geotecnia

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Como montamos um laudo geotécnico

A ordem importa mais do que o equipamento. Campanha dimensionada antes de saber qual dispositivo fundamenta a exigência erra para os dois lados.

1. Identificar o dispositivo, antes de orçar

Perguntamos ao órgão — ou lemos no despacho — qual artigo fundamenta o pedido. Se for gatilho de movimento de terra, o produto é análise de estabilidade. Se for mapeamento de risco, é laudo com ART atestando condição de ocupação. Se for projeto de fundação, é investigação conforme NBR 6484 e NBR 8036. São escopos e preços diferentes.

2. Dimensionar a investigação pela norma, não pelo orçamento

Número de furos pela NBR 8036:1983, profundidade pelo critério dos 10% de acréscimo de tensão, locação não alinhada quando houver mais de três furos. Onde houver suspeita de matacão, rotativa com no mínimo 5 m abaixo do impenetrável. Onde houver solo mole, amostragem indeformada e adensamento — SPT sozinho não dimensiona recalque.

Ensaio de granulometria em laboratório da NEV Geotecnia
Ensaio de laboratório: peneiramento, estufa e balança — a base do que entra no relatório.

3. Determinar parâmetros, não arbitrar

Quando a análise de estabilidade decide a viabilidade do empreendimento, coesão e ângulo de atrito saem de ensaio de cisalhamento direto ou triaxial sobre amostra indeformada. Quando usamos correlação, isso fica escrito no laudo, com a correlação identificada e o efeito sobre o FS discutido. Balneário Camboriú e Camboriú exigem essa determinação em lei — e o resto do estado exige na prática, quando o analista sabe ler.

4. Analisar a condição projetada

O que se licencia é a intervenção. Analisamos o talude depois do corte, com a condição de poropressão justificada, na seção crítica escolhida com critério, por método determinístico de equilíbrio-limite. Em maciço rochoso, análise de cunha e tombamento por projeção estereográfica — círculo de ruptura não descreve basalto colunar.

5. Dizer o que não sabemos

Quando o dado não existe, o laudo diz que não existe e declara a premissa adotada, com a verificação condicionada. É menos confortável para todo mundo e é o único jeito de a ART fazer sentido. Conclusão de aptidão que depende de obra fica vinculada à execução da obra — não liberamos uso sobre projeto não executado.

O que entregamos

  • Relatório de sondagem conforme NBR 6484:2020, com perfis, nível d'água e locação georreferenciada.
  • Análise de estabilidade com método identificado, parâmetros com origem declarada e FS por seção.
  • Parecer conclusivo com a exigência atendida citada nominalmente — para o analista achar em trinta segundos.
  • ART registrada no CREA/SC, com as atividades efetivamente prestadas discriminadas.
  • Arquivos de campo e de ensaio, quando solicitados, para auditoria ou segunda opinião.

O que não fazemos

Não assinamos atestado de dispensa de projeto geotécnico sem investigação que o embase. Não classificamos nível de segurança em “baixo” para o FS fechar. Não reproduzimos conclusão de laudo anterior sem refazer a verificação. Se o resultado for desfavorável ao empreendimento, ele vai no laudo assim mesmo — com as alternativas técnicas que existirem.

Conversa técnica, sem proposta antes da hora

Mande a exigência e a localização. Se o caso não precisar de nós, dizemos isso também.

Falar no WhatsApp +55 47 98867-0043

Responsável técnico: Alex Rafael Niepiçuy — CREA 199031-9 SC