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Sondagem SPT em Montenegro: quantos furos, até que profundidade e o que o boletim precisa ter

Montenegro tem sede a 21 m, em planície costeira e baixadas, com 128 m de amplitude de relevo no entorno. Planície e cota baixa: areia fofa a medianamente compacta sobre argila orgânica mole, com nível d'água raso. A legislação de Montenegro tem condicionante lida por nós no ato oficial — transcrita abaixo, com a fonte.

Sondagem SPT em Montenegro, na prática

Planície e cota baixa: o SPT em Montenegro costuma atravessar areia fofa a medianamente compacta e encontrar argila orgânica mole com N igual a zero ou avanço pelo peso próprio da composição. O erro clássico é parar o furo na primeira areia compacta, acima da argila que vai recalcar. O nível d'água é raso e precisa ser medido em todos os furos; onde a argila aparece, a campanha ganha palheta, amostra indeformada ou CPTu — o N do SPT não dimensiona nada em solo mole.

Unidade geológica dominante: Vale do Caí — Formação Rio do Rasto e Botucatu (Depressão Periférica) com várzea do rio Caí e borda basáltica ao norte (microrregião de Montenegro, mesorregião Metropolitana de Porto Alegre).

Quantos furos em Montenegro: o que a NBR 8036:1983 fixa

Número mínimo de furos — ABNT NBR 8036:1983, item 4.1.1.2
Área de projeção em plantaFuros mínimos
até 200 m²2
200 a 400 m²3
400 a 1.200 m²1 furo a cada 200 m²
1.200 a 2.400 m²6 + 1 furo a cada 400 m² acima de 1.200 m²
acima de 2.400 m²conforme o plano particular da construção

Locação (item 4.1.1.4): na fase de estudo preliminar, furos distribuídos por toda a área; acima de três furos, nunca ao longo de um mesmo alinhamento. Profundidade (item 4.1.2.2): até onde o acréscimo de pressão da obra for menor que 10% da pressão geostática efetiva — depende da carga e da geometria, não de um número redondo de metros. Ao atingir material impenetrável à percussão sem que as camadas superiores sirvam de suporte, a norma fixa profundidade mínima a investigar nessa camada; em fundação profunda, a contagem parte da provável cota de ponta das estacas.

Em Montenegro, a profundidade é comandada pela base da argila mole: o furo precisa atravessar toda a camada compressível e entrar no material resistente, mesmo quando isso passa de 20 m. Parar na primeira areia compacta é o erro mais caro da planície. Norma na íntegra e designações corretas em Quantos furos de sondagem SPT: a NBR 8036 na íntegra.

O que a legislação de Montenegro pede — e onde a sondagem entra

Como a legislação de Montenegro chama este documento

laudo técnicoparecer geotécnicodiretrizes geotécnicassondagem
Lei Complementar nº 7.434, de 10 de outubro de 2025 (reformula o parcelamento do solo no município de Montenegro) — Art. 14, inciso VI; Art. 30, incisos I e II; Art. 30, §2º

“Art. 14, VI: 'em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação, podendo o Município exigir laudo técnico e sondagem sempre que achar necessário'. Art. 30: 'I - elaboração de um parecer geotécnico, nos casos de terrenos de elevada complexidade geológica ou geotécnica; II - estabelecimento, para cada unidade, de diretrizes geotécnicas para o desenvolvimento dos projetos'.”

ver fonte

O que dispara a exigência em Montenegro

Terreno de 'elevada complexidade geológica ou geotécnica', definido no art. 30 §2º como incluindo declividade natural superior a 15%, solos moles, intervenções anteriores problemáticas, risco de desmoronamentos/erosão e áreas próximas a córregos sujeitas a inundação.

Órgão que analisa: Prefeitura Municipal de Montenegro / Secretaria de Planejamento (consulta prévia de parcelamento do solo).

É esse o termo para procurar no despacho e no checklist de alvará. O documento que responde a ele é o mesmo que descrevemos nas páginas de exigência — o que muda é o nome que o analista vai conferir.

Seja qual for o nome que o pedido tenha em Montenegro — laudo, estudo, parecer ou projeto geotécnico —, a sondagem é a parte de campo dele. O que muda de um município para outro é o documento que interpreta o boletim; a sondagem que sustenta esse documento é a mesma: SPT pela NBR 6484:2020, com número e profundidade pela NBR 8036:1983.

O terreno de Montenegro em números

Malha SRTM 30 m, 9×9 pontos a cada 600 m, centrada na sede
IndicadorValorO que significa
Altitude da sede21 mplanície costeira e baixadas
Cotas no entorno5 a 133 mfaixa altimétrica num raio de 2,4 km
Amplitude de relevo128 menergia de relevo moderada
Distância da nossa base433 kmde São Bento do Sul, em linha reta

Relevo de transição: núcleo urbano em cota baixa com elevações no entorno. Convivem os dois problemas — compressibilidade na parte baixa e estabilidade na expansão em meia-encosta.

Cota baixa significa nível d'água raso e, com frequência, sedimento quaternário flúvio-marinho. Nesse contexto o número que decide o projeto não é o N do SPT: é o coeficiente de adensamento e a tensão de pré-adensamento da camada mole, que só saem de amostra indeformada. Escavação abaixo do lençol pede verificação de estabilidade de parede e controle de carreamento de finos.

O que isso muda na sondagem

  • Profundidade definida pela camada compressível, não por número redondo: o furo atravessa toda a argila mole e entra no estrato resistente (NBR 8036:1983, critério dos 10%).
  • Nível d'água medido após estabilização, em todos os furos — é ele que decide escavação, drenagem e tipo de fundação.
  • Em N igual a zero, a sondagem sozinha não basta: palheta (NBR 10905:1989), amostra indeformada (NBR 9820:1997) e adensamento (NBR 16853:2020) para o recalque; CPTu para espessura e lentes.

Limite deste dado

Indicador regional de relevo, derivado de modelo digital de elevação SRTM de 30 m. Não é declividade de lote e não serve para aferir gatilho legal: os 30% da Lei nº 6.766/1979, os 15% de Montenegro e a faixa de 30% a 45% de Santa Maria só se medem em levantamento planialtimétrico do terreno. Aqui serve para antecipar o tipo de problema e dimensionar a campanha — não para concluir nada sobre o seu lote.

O problema geotécnico real da região de Montenegro

Unidade geológica dominante: Vale do Caí — Formação Rio do Rasto e Botucatu (Depressão Periférica) com várzea do rio Caí e borda basáltica ao norte (microrregião de Montenegro, mesorregião Metropolitana de Porto Alegre).

Colinas de siltito, argilito e arenito com solo residual expansivo e erodível; planície do Caí com aluvião fino e nível d'água raso, sob cota das cheias de 2023 e 2024; encosta basáltica com colúvio na transição para a Serra.

O que costuma comprometer obra aqui

  • Várzea do Caí — aluvião compressível sob cota de inundação, com aterro de reconstrução sobre solo mole
  • Siltito e argilito da Rio do Rasto — expansão e desagregação em corte
  • Colúvio na borda do Planalto — o 'terreno de elevada complexidade geológica ou geotécnica' e a declividade acima de 15% que a LC nº 7.434/2025 de Montenegro usa como gatilho do parecer geotécnico

Investigação que responde a isso

SPT com nível d'água e adensamento na várzea; limites e expansão em solo de Rio do Rasto; poço e cisalhamento em colúvio; cota referida à cheia de maio/2024.

Enquadramento geológico regional. Caracterização do terreno específico só sai de investigação no local — não existe laudo por analogia regional.

O que o boletim de sondagem precisa ter — ABNT NBR 6484:2020

  • Locação de cada furo em planta, amarrada a referência fixa, com cota da boca do furo.
  • Ensaio a cada metro: número de golpes para cada 15 cm de penetração e o N (soma dos dois últimos, 30 cm), com martelo de 65 kg e queda de 75 cm sobre amostrador padrão.
  • Descrição tátil-visual de cada amostra (granulometria, cor, consistência ou compacidade) — é a base da classificação pela ABNT NBR 6502:2022.
  • Nível d'água com data e hora da leitura, e leitura de estabilização; furo seco declarado como tal.
  • Critério de paralisação declarado — impenetrável à percussão, avanço por lavagem, profundidade de projeto — e não apenas “parou em X m”.
  • Perfil individual de cada furo, com as camadas e o N em escala; planta de locação; data; equipe; ART do responsável pela sondagem.

Boletim que não traz nível d'água, critério de paralisação e descrição de amostra não sustenta laudo: o projetista não tem como separar areia compacta de bloco, nem argila mole de aterro. Designações vigentes das normas em base normativa.

Como contratar em Montenegro

  1. Envie pelo WhatsApp o endereço ou as coordenadas do terreno, o que será construído e, se houver, a exigência recebida (ofício, condicionante de licença ou pendência de alvará) e a matrícula.
  2. Proposta em até 24 horas úteis, com programação dos furos pela ABNT NBR 8036:1983, profundidade prevista, prazo e valor fechado.
  3. Aceite e ART. A Anotação de Responsabilidade Técnica é registrada no CREA antes do campo.
  4. Campo com equipe própria. Boletim preenchido furo a furo, amostra fotografada a cada metro, nível d'água medido.
  5. Entrega: relatório de sondagem em PDF — mapa de locação, boletins furo a furo, perfil individual, relatório fotográfico e ART.

Atendemos o Rio Grande do Sul a partir de São Bento do Sul/SC: a mobilização entra na proposta e é dimensionada pela distância informada acima.

Sondagem SPT não é laudo geotécnico

O boletim entrega N, nível d'água e descrição de amostra. O laudo é o que interpreta isso — tipo de fundação, cota de apoio, recalque, estabilidade — e é ele que a prefeitura, o projetista e o financiador pedem. Em Montenegro, o documento e o nome que ele recebe estão em Laudo geotécnico em Montenegro; quando o terreno tem corte ou encosta, em estabilidade de talude em Montenegro; quando tem camada mole, em aterro sobre solo mole em Montenegro.

Perguntas frequentes

Quantos furos de sondagem SPT para uma casa em Montenegro?

Pela ABNT NBR 8036:1983, o mínimo é dois furos para projeção em planta até 200 m² e três entre 200 e 400 m². Na planície, o mínimo da norma raramente basta: a espessura da argila varia de um furo para o outro, e é essa variação que define o recalque diferencial.

Até que profundidade vai a sondagem SPT em Montenegro?

Até a profundidade em que o acréscimo de tensão da obra fica abaixo de 10% da pressão geostática efetiva (NBR 8036:1983) — depende da carga e da fundação, não de um número de metros. Em Montenegro, a profundidade é comandada pela base da argila mole: o furo precisa atravessar toda a camada compressível e entrar no material resistente, mesmo quando isso passa de 20 m. Parar na primeira areia compacta é o erro mais caro da planície.

O boletim de sondagem serve como laudo geotécnico?

Não. O boletim é o dado de campo; o laudo é a interpretação — perfil, parâmetros, tipo de fundação, recalque, estabilidade — assinada com ART. Prefeitura e projetista pedem o laudo; a sondagem é a parte dele que se faz no terreno.

A prefeitura de Montenegro exige sondagem?

A legislação de Montenegro tem condicionante lida no ato oficial — transcrita na seção de legislação desta página. Onde ela pede laudo, estudo ou projeto geotécnico, a sondagem é a parte de campo desse documento; fora dela, entra pela NBR 6122:2019, que condiciona o projeto de fundações à investigação do terreno.

Quanto custa uma sondagem SPT em Montenegro?

Depende de quatro variáveis: número de furos (programado pela ABNT NBR 8036:1983 pela área de projeção da obra), profundidade atingida, mobilização da equipe até Montenegro e ensaios complementares (palheta em argila mole, amostra indeformada, sondagem mista em rocha). Não trabalhamos com tabela pública: mande a localização do terreno e o que será construído e devolvemos a proposta fechada em até 24 horas úteis.

Sondagem SPT em municípios próximos

Visão geral do município: Laudo geotécnico em Montenegro. Quadro geotécnico da região: ver a região.

Precisa de sondagem SPT em Montenegro?

Mande a exigência que recebeu, o endereço do terreno e o que pretende construir. Devolvemos escopo, prazo e preço — e dizemos se o que pediram a você é mesmo o que a norma exige.

Falar no WhatsApp +55 47 98867-0043

Responsável técnico: Alex Rafael Niepiçuy — CREA 199031-9 SC