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Sondagem SPT em Chapecó: quantos furos, até que profundidade e o que o boletim precisa ter

Chapecó tem sede a 670 m, em planalto dissecado e vales interioranos, com 196 m de amplitude de relevo no entorno. Planalto basáltico e sedimentar: solo residual argiloso sobre rocha alterada de resistência muito variável. A legislação de Chapecó que lemos (transcrita abaixo, com a fonte) não exige sondagem nominalmente; ela entra pela NBR 6122:2019 (fundações) e pelo que o projetista ou o analista pedir.

Sondagem SPT em Chapecó, na prática

Planalto basáltico e sedimentar, com vales encaixados: em Chapecó o perfil típico é solo residual argiloso sobre rocha alterada de resistência muito variável em curta distância. N alto em rocha alterada não é rocha sã — em corte e em fundação profunda, essa diferença decide a cota de apoio. Em siltito, argilito e arenito friável, o SPT precisa vir com amostra e ensaio de caracterização, para detectar expansão e colapso. Com 196 m de amplitude no entorno, boa parte das obras nasce em corte: a sondagem precisa cobrir também o talude que a obra cria — ver estabilidade de talude em Chapecó.

Unidade geológica dominante: Formação Serra Geral — derrames basálticos do Planalto Oeste (microrregião de Chapecó, mesorregião Oeste Catarinense).

Quantos furos em Chapecó: o que a NBR 8036:1983 fixa

Número mínimo de furos — ABNT NBR 8036:1983, item 4.1.1.2
Área de projeção em plantaFuros mínimos
até 200 m²2
200 a 400 m²3
400 a 1.200 m²1 furo a cada 200 m²
1.200 a 2.400 m²6 + 1 furo a cada 400 m² acima de 1.200 m²
acima de 2.400 m²conforme o plano particular da construção

Locação (item 4.1.1.4): na fase de estudo preliminar, furos distribuídos por toda a área; acima de três furos, nunca ao longo de um mesmo alinhamento. Profundidade (item 4.1.2.2): até onde o acréscimo de pressão da obra for menor que 10% da pressão geostática efetiva — depende da carga e da geometria, não de um número redondo de metros. Ao atingir material impenetrável à percussão sem que as camadas superiores sirvam de suporte, a norma fixa profundidade mínima a investigar nessa camada; em fundação profunda, a contagem parte da provável cota de ponta das estacas.

Em Chapecó, o impenetrável costuma chegar cedo, mas rocha alterada não é rocha sã: a norma pede continuar o furo no material resistente, e a sondagem mista confirma se o apoio é em rocha ou em bloco. Norma na íntegra e designações corretas em Quantos furos de sondagem SPT: a NBR 8036 na íntegra.

O que a legislação de Chapecó pede — e onde a sondagem entra

O que o ato oficial diz

Portal oficial — página ALVARÁS — documentos exigidos

“Documento oficial com foto; preenchimento de formulário específico; ART e/ou RRT e/ou TRT de projeto; CND municipal; matrícula do imóvel atualizada; consulta prévia; memorial descritivo; projeto arquitetônico completo em PDF.”

ver fonte

Leitura técnica

Não conseguimos ler o texto da LC nº 546/2014 (Código de Obras) nem da LC nº 873/2025 — o portal de legislação redireciona para repositório que bloqueia acesso automatizado. Por isso não afirmamos nem a existência nem a inexistência de dispositivo geotécnico. Em Chapecó a demanda técnica real vem do basalto fraturado da Formação Serra Geral: fundação sobre rocha alterada, com matacão e contato solo-rocha irregular, resolvida por sondagem mista (SPT + rotativa), não por SPT isolado.

Seja qual for o nome que o pedido tenha em Chapecó — laudo, estudo, parecer ou projeto geotécnico —, a sondagem é a parte de campo dele. O que muda de um município para outro é o documento que interpreta o boletim; a sondagem que sustenta esse documento é a mesma: SPT pela NBR 6484:2020, com número e profundidade pela NBR 8036:1983.

O terreno de Chapecó em números

Malha SRTM 30 m, 9×9 pontos a cada 600 m, centrada na sede
IndicadorValorO que significa
Altitude da sede670 mplanalto dissecado e vales interioranos
Cotas no entorno559 a 755 mfaixa altimétrica num raio de 2,4 km
Amplitude de relevo196 menergia de relevo alta
Distância da nossa base335 kmde São Bento do Sul, em linha reta

Desnível expressivo em poucos quilômetros. A cidade cresceu no fundo de vale e está subindo a encosta — que é exatamente onde a lei municipal e o licenciamento passam a morder.

Planalto com vales encaixados: o topo é ocupado com facilidade e a expansão urbana desce a encosta. É nessa descida que aparecem os cortes altos, e com eles os gatilhos municipais de movimento de terra que a maioria dos projetos descobre tarde.

O que isso muda na sondagem

  • Sondagem mista onde o impenetrável chega cedo: verificar a continuidade da rocha por alguns metros antes de encerrar o furo.
  • Amostra do SPT para limites de Atterberg e ensaio de expansão em solo residual de rocha sedimentar — o recalque aqui pode ser de expansão, não de adensamento.
  • Nível d'água e grau de alteração descritos camada a camada; intertrap e brecha mudam o comportamento em poucos metros.

Limite deste dado

Indicador regional de relevo, derivado de modelo digital de elevação SRTM de 30 m. Não é declividade de lote e não serve para aferir gatilho legal: os 30% da Lei nº 6.766/1979, os 46,6% de São Bento do Sul e os 100% de Brusque só se medem em levantamento planialtimétrico do terreno. Aqui serve para antecipar o tipo de problema e dimensionar a campanha — não para concluir nada sobre o seu lote.

O problema geotécnico real da região de Chapecó

Unidade geológica dominante: Formação Serra Geral — derrames basálticos do Planalto Oeste (microrregião de Chapecó, mesorregião Oeste Catarinense).

Latossolo vermelho argiloso espesso sobre basalto alterado, com zona de basalto vesicular e fraturado; contato solo-rocha irregular e presença frequente de matacão.

O que costuma comprometer obra aqui

  • Impenetrável à percussão atingido sobre matacão ou sobre derrame superior — profundidade de fundação subestimada
  • Basalto fraturado com condutividade alta — relevante para aterro, cemitério e poço
  • Argila de alta plasticidade com expansibilidade em pavimento e fundação rasa

Investigação que responde a isso

Sondagem mista (SPT + rotativa) para confirmar o contato e a qualidade da rocha; RQD; ensaio de permeabilidade quando houver disposição de resíduo ou cemitério.

Enquadramento geológico regional. Caracterização do terreno específico só sai de investigação no local — não existe laudo por analogia regional.

O que o boletim de sondagem precisa ter — ABNT NBR 6484:2020

  • Locação de cada furo em planta, amarrada a referência fixa, com cota da boca do furo.
  • Ensaio a cada metro: número de golpes para cada 15 cm de penetração e o N (soma dos dois últimos, 30 cm), com martelo de 65 kg e queda de 75 cm sobre amostrador padrão.
  • Descrição tátil-visual de cada amostra (granulometria, cor, consistência ou compacidade) — é a base da classificação pela ABNT NBR 6502:2022.
  • Nível d'água com data e hora da leitura, e leitura de estabilização; furo seco declarado como tal.
  • Critério de paralisação declarado — impenetrável à percussão, avanço por lavagem, profundidade de projeto — e não apenas “parou em X m”.
  • Perfil individual de cada furo, com as camadas e o N em escala; planta de locação; data; equipe; ART do responsável pela sondagem.

Boletim que não traz nível d'água, critério de paralisação e descrição de amostra não sustenta laudo: o projetista não tem como separar areia compacta de bloco, nem argila mole de aterro. Designações vigentes das normas em base normativa.

O que define o custo e o prazo de uma sondagem SPT em Chapecó

Não publicamos tabela de preço: o valor sai fechado na proposta, a partir de quatro variáveis que você já consegue informar no primeiro contato.

  • Número de furos — programado pela ABNT NBR 8036:1983 a partir da área de projeção da edificação e da variabilidade esperada do terreno; é a variável que mais pesa.
  • Profundidade — até o critério de parada da NBR 8036 (acréscimo de tensão abaixo de 10% da tensão geostática efetiva) ou o impenetrável; furo que atravessa argila mole custa mais metros que furo em residual raso.
  • Mobilização — função da distância de São Bento do Sul até Chapecó e do acesso ao terreno (declive, lote fechado, necessidade de abertura de caminho).
  • Ensaios complementares — ensaio de palheta (vane test, ABNT NBR 10905:1989) em argila mole, coleta de amostra indeformada para laboratório, sondagem mista quando há rocha ou matacão.

Prazo. Em condição normal de campo, uma equipe executa um furo de 10 a 15 m por dia — prática consagrada, não norma; solo com matacão, acesso difícil ou lençol alto reduzem a produção. A proposta sai em até 24 horas úteis a partir do envio da localização do terreno e do que vai ser construído.

Trabalhos recentes da NEV Geotecnia em Santa Catarina

Casos executados pela própria equipe nos últimos meses — sem nome de cliente, por sigilo contratual. Fotos de campo, equipamento e amostras estão no Instagram da NEV Geotecnia.

  • Serra Dona Francisca, Joinville (SC-418, km 16+500) — ago–set/2026: sondagem mista (SPT + rotativa) em talude de escorregamento junto à rodovia: 5 verticais, 106 m perfurados, testemunhos em caixa, RQD por manobra e relatório com o contexto geológico da Serra do Mar (Complexo Granulítico de Santa Catarina).
  • Joinville, Saguaçu — set/2026: laudo geotécnico de estabilidade de encosta e fundações para residencial multifamiliar: verificação de muro de divisa com trincas, cortina de estacas justapostas Ø 30 cm a cada 50 cm, FS de 2,38 (condição seca) e 1,92 (saturada), e resposta ao ofício da SAMA na licença de terraplanagem.
  • São Bento do Sul — jul/2026: sondagem SPT para empreendimento em área urbana: relatório no padrão ABNT NBR 6484:2020 com mapa de locação, boletins, perfil individual e relatório fotográfico, assinado com ART.
  • Garuva — ago/2026: sondagem SPT para administradora de bens, com relatório e ART, na planície do rio Cubatão.
  • Barra Velha — jul/2026: sondagem SPT para obra no litoral: lençol raso e areia fina, furos programados pela NBR 8036 para a projeção da edificação.

Como contratar em Chapecó

  1. Envie pelo WhatsApp o endereço ou as coordenadas do terreno, o que será construído e, se houver, a exigência recebida (ofício, condicionante de licença ou pendência de alvará) e a matrícula.
  2. Proposta em até 24 horas úteis, com programação dos furos pela ABNT NBR 8036:1983, profundidade prevista, prazo e valor fechado.
  3. Aceite e ART. A Anotação de Responsabilidade Técnica é registrada no CREA antes do campo.
  4. Campo com equipe própria. Boletim preenchido furo a furo, amostra fotografada a cada metro, nível d'água medido.
  5. Entrega: relatório de sondagem em PDF — mapa de locação, boletins furo a furo, perfil individual, relatório fotográfico e ART.

Sondagem SPT não é laudo geotécnico

O boletim entrega N, nível d'água e descrição de amostra. O laudo é o que interpreta isso — tipo de fundação, cota de apoio, recalque, estabilidade — e é ele que a prefeitura, o projetista e o financiador pedem. Em Chapecó, o documento e o nome que ele recebe estão em Laudo geotécnico em Chapecó; quando o terreno tem corte ou encosta, em estabilidade de talude em Chapecó; quando tem camada mole, em aterro sobre solo mole em Chapecó.

Perguntas frequentes

Quantos furos de sondagem SPT para uma casa em Chapecó?

Pela ABNT NBR 8036:1983, o mínimo é dois furos para projeção em planta até 200 m² e três entre 200 e 400 m². No planalto, a rocha alterada muda de resistência em poucos metros: o número mínimo da norma é o ponto de partida, e a locação por critério geológico é o que evita surpresa na fundação.

Até que profundidade vai a sondagem SPT em Chapecó?

Até a profundidade em que o acréscimo de tensão da obra fica abaixo de 10% da pressão geostática efetiva (NBR 8036:1983) — depende da carga e da fundação, não de um número de metros. Em Chapecó, o impenetrável costuma chegar cedo, mas rocha alterada não é rocha sã: a norma pede continuar o furo no material resistente, e a sondagem mista confirma se o apoio é em rocha ou em bloco.

O boletim de sondagem serve como laudo geotécnico?

Não. O boletim é o dado de campo; o laudo é a interpretação — perfil, parâmetros, tipo de fundação, recalque, estabilidade — assinada com ART. Prefeitura e projetista pedem o laudo; a sondagem é a parte dele que se faz no terreno.

A prefeitura de Chapecó exige sondagem?

A legislação de Chapecó que lemos não exige sondagem nominalmente — o texto está transcrito na seção de legislação desta página. Ela entra pela NBR 6122:2019, que condiciona o projeto de fundações à investigação do terreno, pelo projetista estrutural e, com frequência, por despacho do analista ou por condicionante de licença ambiental.

Quanto custa uma sondagem SPT em Chapecó?

Depende de quatro variáveis: número de furos (programado pela ABNT NBR 8036:1983 pela área de projeção da obra), profundidade atingida, mobilização da equipe até Chapecó e ensaios complementares (palheta em argila mole, amostra indeformada, sondagem mista em rocha). Não trabalhamos com tabela pública: mande a localização do terreno e o que será construído e devolvemos a proposta fechada em até 24 horas úteis.

Sondagem SPT em municípios próximos

Visão geral do município: Laudo geotécnico em Chapecó. Quadro geotécnico da região: ver a região.

Precisa de sondagem SPT em Chapecó?

Mande a exigência que recebeu, o endereço do terreno e o que pretende construir. Devolvemos escopo, prazo e preço — e dizemos se o que pediram a você é mesmo o que a norma exige.

Falar no WhatsApp +55 47 98867-0043

Responsável técnico: Alex Rafael Niepiçuy — CREA 199031-9 SC